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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Seu olhar...



Seu olhar é como um mar profundo
É praia linda com areia fina
É vastidão que se junta ao céu
É onda mansa indo e vindo
Brincando com as conchas do mar.
É atracadouro dos barcos e dos sonhos
É porto seguro de todos os amores
Seu olhar é um mar de águas claras
Onde as evidências estão presentes
É murmúrio de vozes, ou a voz do vento?
Não importa se mar calmo, ou revolto
É seu olhar que nele encontro 
Toda vez que vejo o mar.


___Cecília-2020___

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Minhas memórias...



                                               As memórias são minhas...
Ainda te lembro, as marcas
ficaram, nem o tempo apagou. 
Minhas memórias me 
confundem, já não sei o
que foi, ou deixou de ser. 
Encontro um enorme vazio,
e uma imensa saudade. 
A dor de te lembrar me
constata todos os dias
no reflexo do espelho que 
tudo foi real. 
As memórias são minhas...
O céu, as estrelas e 
os anjos são teus... 

(Cecília-2018)
Código de texto:T6435987



                  

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Página virada...


O passado são as marcas 
vividas no presente.
Cicatrizes que não 
se apagam jamais.
É saudade de um alguém distante
nos deixou na solidão.
É chorar de saudades
por tudo que já foi presente.
É a lembrança de todos os sonhos
e momentos felizes que vivemos.
O passado está presente em tudo
 basta uma retrospectiva
e tudo vem à tona.
O passado é uma esfera dividida ao meio
 de um lado a tristeza do outro a alegria.
Pois choramos ou sorrimos ao trazermos 
o passado de volta.
Ele não renasce, ele nos mostra que:
O ontem virou recordação...
É simplesmente uma página virada.

(Cecília-05/2007)
Código de texto: T1140060

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Desventura...

  
Ainda me lembro de ti, 
vaga-me as lembranças,
Teu rosto belo e formoso, 
tem a semelhança da flor.
Cada flor, cada perfume, 
cada matiz incomum,
Se assemelha ao seu rosto, 
que se perde entre nuvens.
Sonhos desfeitos? 
Talvez, ou será só querer!
Nas brumas que me rodeiam, 
perfumes voláteis existem.
Risos meigos e abafados, 
adormecidos estão,
Sobre folhas esquecidas, 
feito cristais de orvalho.
Onde te encontrar... Eu não sei,
Mas, nunca deixei de buscar!

(Cecília-/01/2013)
Código de texto: T4096637

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Muito mais...


Ontem teus olhos viram;
Uma vida amarga
Dolorida
Difícil
   Breve...
Teu pensamento achou;
Que o que viveu foi inútil
Sem valor
Sem emoção
Sem razão de ser...
Mas, a tua alma mostrou que;
Tudo foi válido
Nada foi esquecido
Nada foi enganoso
Que tudo valeu a pena...
O que os teus olhos viram
Foram imagens reais
Hoje teus olhos verão muito mais,
Do que já viram um dia!

(Cecília-08/2012)


Código de texto: T3871516

sábado, 20 de maio de 2017

Conto as ilusões




Conto o tempo que passou, nas contas do rosário.
Conto as gotas de orvalho, que repousam nas folhagens.
Conto os dias e os meses, virando o calendário.
As horas e os minutos, observando o relógio.
Conto as folhas de outono, enquanto o vento não sopra.
Antes que o céu entristeça e deixa tudo tão cinza.
Antes que a chuva caia apagando os vestígios,
Conto cada gota d'agua respingado na vidraça.
Conto os sonhos e as alegrias, misturados com o tempo.
O orvalho e as ramagens, mesclados com a chuva.
As gotas de chuva, misturados com as lágrimas.
Juntei tudo e descobri, que tudo o que contei
tem muito mais de mim do que imaginei.

(Cecília-SP/08/2013)

código de texto: T4452390

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cálice transbordante




Na madrugada quando o sono não vem,
solto meus pensamentos cativos.
No céu aberto fito as estrelas,
e me encanto com a beleza do firmamento.
Meus pensamentos voam com o sopro do vento.
Minh’alma se invade de emoção incontida.
Posso ouvir o sussurro dos meus anseios, 
como delicada melodia a tocar meu coração.
Ah! meu pranto, já não consigo conter,
não consigo deter essa saudade impune.
Vozes que murmuram, braços que me envolvem.
Perfumes que sinto, e  que não sei de onde vem.
Sonho? Fantasia? 
Não importa o que seja!
Não quero o encanto desse momento quebrar.
Quero sorver cada gota desse cálice transbordante,
até ver morrer, a última estrela matutina.

(Cecília-01/2008)

Código de texto: T1279304

   

sábado, 18 de junho de 2016

Sonhos de todos os dias




Minha noite está bordada, em retalhos de estrelas.
Colhi-os pela fresta da janela, 
quando a noite ainda era um aconchego.
Quando o silêncio se fazia presente e 
minha quimera era você.
Em mim, despertava acordes de uma canção
que me embalava docemente.
São acordes de saudades, 
que ainda trago no meu peito.
Todo silêncio é calado, mas, 
o meu silêncio tem vida.
Está presente nas estrofes da canção.
Está tatuado na ausência de um amor.
Está neste silencio que me faz companhia.
Está presente nos meus sonhos, de todos os dias.


(Cecília-03/2014)

código de texto:T4741855

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Pequenas lembranças



Guardo comigo pequenas lembranças. 
Guardo sorrisos que me fizeram sorrir,
e alegrias que compartilhei. 
Guardo o calor dos abraços que ganhei.
Pequenas delicadezas, gestos de ternura,
guardo com carinho tudo que um dia juntei
Até mesmo algumas lembranças tristes, 
pois a minha alma é feito passarinho,
de tristeza também canta.
Minha coleção, são pedaços de mim mesma 
que me acalentam quando chega a solidão. 
São momentos inesquecíveis que trago guardados,
dentro do coração.

(Cecília-05/2016)
código de texto: T5638387

sábado, 2 de abril de 2016

O que não passa



Muito do que passei, me dói.
Porque o que eu quero, passa
e o que eu não quero, não passa.
Eu nunca quis a tristeza, 
mas ela um dia chegou.
Eu nunca quis a saudade, 
mas ela em meu peito ficou. 
Porque a alegria não fica, 
onde a tristeza ficou.
Porque o sorriso não brota, 
no rosto que entristeceu.
Tudo me dói... 
O que passou e o que não passa.
O que passou deixou saudades.
O que não passa, deixa um vazio sem fim.


(Cecília/04/2013)

código de texto: T4280087