sábado, 23 de setembro de 2017

Primavera...



Primavera, chegaste linda
numa metamorfose divina. 
Com seu encanto e beleza
e vários aromas no ar.
Com seu jeito peculiar de
embelezar tudo ao seu redor.
Trazendo o poder de eclosão
de cores e perfumes mil.
Dando vida ao solo seco em 
buquês de amores-perfeitos.
Enfeitando casas e jardins, se 
tornando ciranda para todas
as lindas borboletas.
Ah,doce e bela Primavera...
Dá-me mais que suas cores
e seu perfume.
Dá-me a alegria de poder
te admirar quando a chuva
cair mansinha.
Quando o sol te aquecer
logo pela manhã.
Ah, Primavera...
Seja bela, seja única...
Seja eterna, enquanto durar!
(Cecília-09/2017)
Código de texto: T6122766
(São minhas suculentas floridas)

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Escondo-te...


Escondo-te dentro do meu coração.
Onde te busco e te encontro.
Dentro dos meus olhos cansados
de olhar a amplidão.
Dentro da minha calma sem jeito
de sentar e esperar.
Escondo-te dentro da minha alma
inquieta e sonhadora.
Dentro dos meus sonhos anis
mesclados de furta-cores.
Escondo-te no meu amor, 
que é imenso e verdadeiro
Na hora do dia sem graça,
que  fica à me cobrar.
No tempo que passo à olhar,
o caminho que você vai chegar!

(Cecília-11/2011)
Código de texto:T3339030

Minha boca...


Minha boca,
que ri e que chora.
Que fala de amor,
ternura e carinho.
Que canta os momentos,
que ao seu lado passei.

Minha boca,
que reza e pede.
Clemencia quando
não puder me calar.
Quando não puder disfarçar,
o que vai no meu coração.

Minha boca,
Que beija e assopra,
distingui como ninguém
o gosto do mel e 
o amargo do fel.

Minha boca,
também canta alegria,
num lindo jardim florido, 
como crianças à brincar!

(Cecília-01/2012)
Código de texto: T3445576



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Haverá sempre...


Haverá sempre um poema pra escrever.
Um amor pra recordar.
Um sorriso pra lembrar.
Uma lágrima pra chorar.

Haverá sempre um céu pra encantar.
Uma estrela pra brilhar.
Uma lua pra iluminar.
Um casal pra namorar.

Haverá sempre um céu de anil.
Um mar pra navegar.
Um barco à deslizar.
Uma brisa suave à soprar.

Haverá sempre uma saudade só minha.
Uma canção pra nós dois.
Uma solidão por amor.
Um silêncio pra sempre eu ouvir...

(Cecília-06/2012)
Código de texto: T:3738433

Onde está você?


Onde anda você, porque não vem me ver?
Te procuro em todos os caminhos.
Te busco em todos os lugares.
Numa busca desenfreada e inútil, 
pois não sei onde você está.
O tempo longe de você é uma eternidade.
Conto cada batida do meu coração,
que são somas infinitas no tempo.
Onde esta, porque não vem me ver?
Roubaste a chave do meu sossego.
Levaste contigo a minha paz.
Falta-me teu lume, tua alegria.
Falta-me teu amor.
Minha vida?  Ah! a minha vida...
Tornou-se um emaranhados de sonhos.
Como confusas redes pesqueiras 
que quando a maré está agitada
 voltam vazias e incertas.
Onde está você?
Preciso tanto te encontrar!

(Cecília-01/2008)
Código de texto: T3770115

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Então me calo...


 O perfume da manhã chegou mansamente,
e trouxe a essência agridoce das plantas.
O sol chegou veio trazendo tantas lembranças. 
Dos momentos vividos e não esquecidos.
São momentos de ternura e carinho, 
que a vida simplesmente testemunhou.
Sinto-os em mim gritando fundo, mas me calo.
Apenas sinto o que vai dentro da minh'alma.
Calo todas as palavras, apenas sinto!
São como folhas dançando ao vento.
São véus desenhados no céu.
São como flores entreabertas em belezas.
São borboletas voando entre as flores.
São tantas lembranças, mas me calo...
Psiu... Quero silencio!
Quero sentir tudo o que já senti antes.
Apenas sentir, então me calo...
Em silêncio posso sentir o vento e a chuva caindo.
Posso sentir teu silêncio, até tua presença.
Real ou ilusório, não importa!
Apenas quero sentir, então me calo...

(Cecília-05/2012)
Código de texto: T3695760

Vidraça...

 

Essa vidraça embaçada
lembram coisas passadas,
como meus sonhos desfeitos.
Ainda me lembro e choro,
olhando as gotas de chuva,
sentindo a mesma saudade.
Lágrimas que me ofuscam a visão
dão vazão ao coração,
que não para de sofrer.
Fechar as cortinas não adianta,
pois todas as lembranças,
estão guardadas em mim.
Perdi a conta do tempo,
perdi a noção de tudo
reclinada na vidraça.
Ouvindo a chuva caindo,
ouvindo meu coração soluçar.
Sentindo o frio da vidraça
beijando-me a face sem cor.

(Cecília-06/2012)
Código de texto: T3772378