sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Mistério no olhar...


Minha manha você não conhece,
Sutilmente fico a te olhar.
Querendo desvendar seus mistérios,
Querendo saber quem tu és.
Seus olhos aludi o azul do céu,
Estou simplesmente sem ar,
Não sei se nesse céu conseguirei voar,
Mas quero nele adentrar.
“Seu olhar só durou um segundo,
mas gelou tanto a minha alma”
Que sinto um inverno constante,
a me abraçar sem igual.
Sou ardilosa, não nego,
E continuo a te olhar.
Quanto mais olho, mais me encanto,
Que fica difícil encontrar.
Uma maneira concreta,
De ti me aproximar.
Pra dizer que seus olhos me enfeitiçaram,
Assim que vi neles o mar.

(Cecília-01/2009)
Código de texto: T1415183

Te amando...


Te amo, hoje eu tenho certeza 
Embriaga-me este doce enlevo

Amar como eu te amo
Muito mais que o meu querer
A ti hoje eu bem digo
Não há felicidade maior
Deus me deu você pra ser feliz
Onde quer que eu vá

Momentos felizes eu tenho
Eternamente só meus 

Sonhos vividos contigo
Instantes mágicos eu sei
Não morrem jamais, eu bem sei
Tudo fica escondido no meu peito
Onde jamais perderei

Fecho meus olhos
E vejo muito mais além 
Lindo amor que hoje eu vivo
Inteiramente em seus braços que,
Zelosamente me guiam.

(Cecília-02/2009)
Código de texto: T1456520

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Nada incomum...



Sou assim, nada incomum,
vivo da forma que sei.
Às vezes sou cheia de dúvidas,
carregada de saudades.
Aprendendo muito com a vida,
aceitando mais a realidade.
Lidando melhor com as perdas.
tentando achar o meio-termo,
sendo sempre apaziguadora.
Aparência frágil de cristal fino
e quebradiço, é só a casca,
me fortaleço com as quedas.
Ainda procurando respostas, 
que aos poucos vão se revelando.
Sei-me assim, com minhas falhas,
virtudes, amarguras e alegrias.
Nada me é imposto, ou me Obriga,
escolhi ser Abrigo, me Abrigo.

(Cecília-2017)
Código de texto: T6171719

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Apenas um sonho...

 

Saudade... 
Um doce olhar na distância.
Um alvoroço na alma, 
um abraço inexistente.
É o silencioso cair de folhas
 em noites longas.

Saudade...
Bater de asas de um anjo.
Que revela o mistério do amor, 
da ausência e da distância.
Que faz a alma adormecer e sonhar, 
até encontrar o seu aconchego.

Saudade... 
Um sonho quase esquecido.
É o perfume que ficou no ar, 
no momento da partida.
Sombras sonolentas e vagarosas, 
que me levam pela noite,
me enredam mansamente.
Já não sou eu, 
senão apenas um lindo sonho.

(Cecília-04/2013)
Código de texto: T4243599 

Recomeçar..


Ontem eu tinha todo o tempo do mundo, 
tempo pra sonhar, fazer o que eu quisesse,
ir onde eu bem entendesse.
Hoje vejo que tudo é transitório e ilusório.
O tempo que eu acreditava estar vivendo 
plenamente, se desfez como fumaça.
Quando eu achei que tinha vivido quase tudo
da vida, percebi que estava apenas começando.
Os sonhos se tornaram reais, a vida se mostrou
tal como ela é, e o tempo passou tão depressa, 
que quando eu achei que começava, já estava
próximo do fim. Vejo isso na realidade dos dias, 
dos anos e do tempo que não para nunca.
Vejo tudo isso no tempo que hoje eu queria ter, 
pra poder fazer tudo o que realmente valesse à 
pena, e que por um desleixo meu, não fiz.
Sei apenas que o fim não é o término, é só um 
começo, sendo assim faço do meu tempo a
oportunidade única de viver intensamente, e 
poder recomeçar quando o tempo realmente 
disser adeus para mim.

(Cecília-08/2013)
Código de texto: T4460289

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Clausura...



Casulo  de seda pura,
clausura que
me enlouquece.  

Sinto-me
como um pássaro, 
impedido de voar!

Espaços à minha 
frente são vagos,
mal posso enxergar!

São rastros imagináveis. 
Trajetórias inexistentes!

Casulo, clausura,
quase um castigo!

Minh’alma inquieta está
como uma borboleta
sem ter onde pousar!

(Cecília-08/2010)
Código de texto: T2429850

"Apenas versos"


...A vida sempre ensina
que não é necessário exageros, 
a viagem pode ser longa mas, 
a bagagem pode ser pequena...

(Cecília-09/2013

Código de texto: T4477032