sábado, 2 de abril de 2016

Anonimato







Áspera brisa que sopra,
punhal de vento a roçar.
Dói no corpo, dói na alma,
qual chicotada no ar.
Arrebata-me as forças,
letais angústias à aniquilar-me.
Mata lentamente, agonizante,
como um corpo a tombar.
Brisa que fere e machuca,
feito faca de dois gumes.
Que prematuramente anuncia,
uma saudade latente.
E no anonimato assina, 
um forte vento passageiro.

(Cecília/05/2008)

código de texto: T1303515

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